A tarde caia entre raios vividos do sol e a brisa gelada do começo do outono. Desde pequena ela adimirava aquele mesmo sol poente com seu diário em mãos relatando seus sentimentos. Hoje, ela sabia que a doce rotina a faria melhor do que continuar entre aqueles engasgos e gritos tão íntimis e avastadores que o meio de seu inferno pessoal construiu tão deicadamente alea, com a ajuda mais inocente e inconsequente que ela o deu as cegas e de bom agrado.
Era aparentemente a realidade perfeita. Minunciosamente desenhada e analizada; amigos por todos os lados,família, casa, comida, estudos, passeios e alguns rapazes sempre tão destintos e extremos, cada um a seu gosto. Aquilo tudo fora capaz de preenchê-la por um tempo razoável. Esse tempo acabou.
Tudo parece um devaneio absurdo. Acreditar que tanta superficialidade a contentou; quando a questão era tão mais profunda.
A paz está logo ali: no sol poente; na sua música calma; no silêncio humano; nos chocolates; nas flores que ela contaas pétalas e a paz tão dela.

