domingo, 22 de março de 2009

Se ele dança, eu danço.

Palavras são desnecessárias quando o ritmo chama pela alma. Um olhar. As mãos estão atadas e a melodia conduz todo o mais.
A música - a linguagem da alma -, leva passos de um lado ao outro, giros e giros estendidos. O sorriso se abre conforme a sintonia dos passos e a mente se conecta. Assim segue uma após a outra.
O corpo reclama por dores, a mente e o coração estão felizes por aquele momento. Respeito. Uma trégua ao corpo e um novo momento para novos pensamentos.
O ritmo diminui; as batidas aumentam, e, por mais que o físico esteja agora na brisa, o calor aumenta só pela presença de seu parceiro. Não é um parceiro qualquer.
A alma se está acalorada, o corpo numa dança sem ritmo e assim a noite segue em sua dança com as estrelas.
A paz reina ali, por mais que a forocidade domine a mente, ainda assim é a paz naquele momento. De mais, não importa.