quinta-feira, 19 de março de 2009

O circo está fexando. Dessa vez eu posso sentir. As cortinas estão se encontrando e o fogo é sufocante. Queima tanto a alma quanto as esperanças de encontrar meu ar mais uma vez fora daquilo tudo. Asfexiando. Eu deiexei acumular a sujeira, as lascas velhs por tanto tempo; e agora elas fazem isso tudo encendiar numa proporção que eu não contava.

Eu quis sentir mais uma vez aquele calor acolhedor; daqueles que se anseia por tal.
Não me permiti, me proibi. Regras simplismente não existem. E agora veio a ventania que se juntou ao clima seco que tudo se mantinha e foi o suficiente para começar o fogaril. Agora eu estou aqui me conformando com a fumaça que inalo e as cinzas que vão sobrar.

A pressão atmosférica por todos os cantos não ajudou muito a me previnir para evitar tais danos. Estive preocupada olhando pra coisas menores e não pude notar que o clima mudara e eu não pude tomar medidas para evitar isso. Estive submersa demais em coisas tão menos desimportantes...

Agora eu estou aqui observando a devastação e esperando os antigos pulmões cansarem e se entregarem junto àquilo tudo. Assim, de certa forma, observei os piores erros e posso me permitir um novo tipo de cenário.

Os circos são lindos e atraente com suas tantas cores, seus belos animais adestrados e aqueles tantos sorrisos sedutores em sua graça por seus plahaços, acrobatas e todo o mais. Mas o tecido que o cobre é frágil. Quase inflmável, talvez por ser tão belo e intenso em seus movimentos.

Por hora, eu me conformo em me recuperar da tal asfexia do meu antigo circo num quarto.
Meu palco me espera. É só uma questão de tempo pra eu conseguir subir no chão firme do palco coberto pelo teto de concreto e com portas com fechaduras. Assim, neste, só se mantem quem é permintido.